• Bruno Akio R. Matsumura

Epicondilite Medial

Atualizado: Jul 19


A epicondilite medial é causada pela inflamação e degeneração dos tendões flexores do punho e dedos na sua origem, o epicôndilo medial. Mais rara que e epicondilite lateral, ocorre geralmente associada a movimentos repetitivos de carga ou flexão. É popularmente conhecido como cotovelo do golfista, também está relacionado ao movimento de elevação de pesos em academias ou movimentos repetitivos de flexão do punho ou dedos.

Quais os sintomas da epicondilite medial?

Os sintomas da epicondilite medial são principalmente dolorosos, na face medial (interna) do cotovelo sobre o epicôndilo medial. Além disso em alguns casos pode ocorrer o acometimento do nervo ulnar, que atravessa próximo ao epicôndilo medial, causado sintomas de formigamento e diminuição de sensibilidade no 4o e 5o dedos (minimo e anelar) e até perda de força em casos mais avançados.

Como é feito o diagnóstico da epicondilite medial?

O diagnóstico da epicondilite medial é clínico e facilmente realizado pelo ortopedista através do exame clínico. Exames de imagem como RX e Ultrassonografia auxiliam no diagnóstico diferencial. A Ressonância Magnética, mais sensível e detalhada, é o exame de escolha para avaliar casos mais graves ou refratários, além de avaliar também o nervo ulnar. Para quantificar o acometimento do nervo, o melhor exame é a Eletroneuromiografia, que avalia a condução elétrica através do nervo.

Como é o tratamento para epicondilite medial?

O tratamento da epicondilite medial é basicamente conservador e a grande maioria dos indivíduos obtém excelentes resultados.

Esse tratamento visa diminuição dos sintomas e recuperação da força. Para isso são utilizados analgésicos, antiinflamatórios e eventualmente corticoesteróides por via oral ou intra-muscular. Além disso é importante tratar também o fator causal, eliminando ou diminuindo a sobrecarga juntamente com uma reabilitação individualizada com enfoque na analgesia e após melhora da dor o fortalecimento e alongamento músculo-tendíneo. Além desses, também existe a possibilidade da realização de infiltrações locais para alívio dos sintomas, porém não é realizada de rotina por apresentar riscos e eventuais efeitos colaterais. Mesmo com a reabilitação adequada a melhora completa costuma ser lenta e podendo demorar meses até ser alcançada. Existe uma opção mais recente e ainda em estudo, mas que se demonstra promissora, que é a terapia por ondas de choque. Os resultados a longo prazo ainda não são claros por isso a sua indicação deve ser feita com cautela em casos selecionados.

Nos casos em que o tratamento conservador não surte o efeito desejado, o tratamento cirúrgico é uma opção. É importante frisar que é extremamente infrequente a necessidade de intervenções cirúrgicas nessa patologia. O tratamento consiste no desbridamento da região do epicôndilo e retirada do tecido tendíneo doente e nos casos em que há acometimento do nervo ulnar é realizada sua liberação e transposição, que significa que ele é modificado de posição pra uma região mais anterior onde sofre menor compressão.

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Dr. Bruno Akio Rodrigues Matsumura  CRM 139506  Ortopedia e Traumatologia  Cirurgia do Ombro e Cotovelo

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